domingo, 7 de dezembro de 2008

Dois em um

Estou tão perdida…

Então?

Ando aqui às voltas com tanta informação. Estruturas, essências, polaridades, palavras. Há já tempo que estas coisas andavam por aqui a borbulhar. E parece que agora se juntaram todas, numa massa ainda indefinida. Até aquele seminário sobre as polaridades semânticas nas famílias me veio à cabeça. Lembras-te?

Lembro. Comentámo-lo um pouco nesse dia, enquanto comíamos pizza no Prat.

Umas pizzas fantásticas essas. Tenho saudades. Vês, sinto-me tão afastada da realidade. Outra polaridade. Eu e a realidade. Faço parte e não faço parte. Quero voltar a conseguir desfrutar dessas sensações. Conscientemente, e tranquilamente. Mas ter cabeça para as sentir.

Cabeça para as sentir é engraçado.

Mas é a verdade. Quando consigo unir a mente com a sensação mais básica. Tento fazê-lo com estas conversas, e por vezes consigo. Senti-lo. Será a felicidade da mão de que o outro fala?

Se tu o sentes, será o necessário. Um feedback é apenas um feedback. Esta é a tua verdade. Esta água continua má. Eu é que já não noto, ando por aqui há tanto tempo. Sinto muitas vezes que tomei o caminho errado.

Nunca é o caminho errado. É apenas um caminho possível. Fizeste o melhor que podias, a cada momento. Nada de culpas. Desculpa, tomo aqui palavras que não são minhas. Tornaram-se minhas. Ou redescobri-as. Será todo o conhecimento um reconhecimento?

Não entendi esse parágrafo. São várias ideias juntas. Tens de parar essa cabeça, senão torna-se difícil perceber-te.

É que as várias ideias estão juntas. É um trabalho analítico, este de as separar. E parece tornar-se menos verdadeiro quando a faço. A análise. Bem sabes que o todo não é igual à soma das partes. Integrar, integrar. Separo-as para voltar a juntá-las. Há momentos breves em que sinto que o faço. Integrar os dois caminhos. São ambos tu. Sem os dois não faria sentido.

Mas perdi o caminho anterior.

Não…tens consciência dele, de certa forma reganhaste-o. Olho-me repentinamente pelo espelho do computador. Várias vezes me acontece ver uma imagem que julgo não ser eu. Tomo atenção aos pormenores. A curva do olho, a definição da minha boca. Como se estivesse a olhar para um outro que afinal sou eu. Apaixono-me momentaneamente por essa imagem, pelos próprios pormenores. Afinal não é o que fazemos sempre? Descobrimo-nos através dos outros. Os pormenores dos outros. As particularidades dos outros. As qualidades dos outros. Os defeitos dos outros. Que afinal também são nossas. Disse-te que iria mudar de vida, mas não disse que implicações é que isso teria na minha relação contigo. Porque realmente não as sei. Senti cá por dentro que isso iria acontecer. Fosse qual fosse a forma. Caminho entre a luta e a espera. Luto, luto, luto. Por mim. Espero pacientemente, pacientemente, pacientemente. Por mim.

3 comentários:

Anónimo disse...

Andamos a ouvir as mesmas entrevistas... beijinhos.

Anónimo disse...

Andamos...a parte da "mão feliz" chamou-me logo a atenção na altura, e achei graça ao facto de o sublinhares no teu blogue :)

beijinhos

Ruben disse...

Difícil... ou sentimos ou paramos para sentir o que sentimos.
As coisas não sabem ao mesmo, mas continuamos a sentir. Talvez tenhamos saudades de sentir o que sentimos pela primeira vez.